Contratei advogado, propus uma solução — e continuo com a máquina parada

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A pior parte não foi a máquina chegar com defeito. Foi descobrir que, mesmo fazendo tudo pelos meios corretos, nada mudaria.

Assinei o contrato em 02/02/2026. O prazo contratual para disponibilizar o equipamento era 08/04/2026. Paguei tudo antecipadamente, a pedido do vendedor, antes mesmo de ver a máquina. Ela só chegou em 13/05/2026 — 26 dias úteis depois do prazo.

Depois vieram a inspeção de recebimento com 35 não conformidades registradas em foto e vídeo, a visita técnica, o motor trocado, o bloco hidráulico substituído e dezenas de peças trazidas depois da entrega. Nada disso fez a linha produzir uma única peça.

Tentei resolver pela via correta

Quando ficou claro que os reparos no local não iam a lugar nenhum, eu não parti para a internet. Constituí um advogado e apresentei uma proposta formal, e ainda por cima favorável a eles: que a empresa retirasse a máquina e a terminasse por conta própria, mediante um termo de responsabilidade.

Era a solução mais simples possível. Eles levariam o equipamento, concluiriam o que faltava com a própria estrutura de fábrica e me devolveriam funcionando. Nenhuma exigência exótica, nenhuma cobrança agressiva. Só o mínimo: que a máquina que eu paguei funcionasse.

Houve resposta. Não houve ação. O tempo passou e nada foi executado.

É aqui que o problema deixa de ser técnico

Defeito de fabricação acontece. Montagem erra, peça falha, lote sai ruim — isso é indústria, e existe assistência técnica exatamente para isso. Um equipamento com problema não define uma empresa.

O que define é o que ela faz depois.

Quando o cliente já pagou tudo, já registrou tudo, já esperou meses, já aceitou receber técnicos, já abriu mão de exigir devolução e ainda ofereceu a saída mais confortável possível para o fornecedor — e mesmo assim nada acontece —, o problema não é mais de engenharia. É de escolha.

Cada semana parada é uma semana de produção que não volta, de compromisso que não se cumpre, de investimento que não gera nada. E do outro lado, silêncio administrativo.

O que acontece agora

Esgotada a via amigável, as medidas judiciais estão sendo adotadas com o acompanhamento do meu advogado.

Este site continua no ar pelo mesmo motivo de sempre: informar quem está pesquisando a ECO PREMIUM 2600 antes de decidir a compra. Tudo o que está aqui é documentado — contrato, laudo de inspeção, fotos, vídeos e as comunicações trocadas com a empresa.

Por que isso importa: Um fornecedor se mede pelo que faz quando o produto dá errado. Aqui, houve tempo, houve proposta, houve advogado — e a máquina continua exatamente onde foi descarregada.